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A mostrar mensagens de Novembro, 2017

Elio Mauro: uma voz marcante

Elio Mauro, merece ser lembrado. Esta cantor italiano marcou a música no seu país e mereceu mesmo o reconhecimento de mestres do cinema como Fellini, Visconti ou De Sica. As noites de Cabíria, de Fellini, Rocco eseus irmãos de Visconti, ou Serenata a um canhão, deDe Sica foram obras que tiveram também as marcas deste cantor italiano. Apesar dos êxitos alcançados, em pouco mais de 20 anos (1949-1970), retirou-se. Mas a música e a voz de Elio Mauro merecem ser recordadas numa selecção de várias músicas para ouvir em pouco mais de meia hora. Kambinha A. OUVIR A EMISSÃO (clique aqui)

Fabuloso: Marceneiro

O fabuloso Marceneiro foi o primeiro album gravado por Alfredo Marceneiro.  Já tinha 70 anos quando o fez.  Para fadistas como Marceneiro, cantar o fado era quase um culto. Só à noite, numa casa de fados... Não num estúdio.  Foi um desafio e ainda bem que foi vencido. Surgiu assim um dos melhores albuns de sempre da música portuguesa e imortalizou-se a voz de Marceneiro. Inesquecível...


Kambinha A.


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Não nos deixes mais: Jacques Brel

Há muito que deixei de o ouvir na rádio. Até que, com o passar dos anos me esqueci que existiu, talvez porque já não alimente a ganância das editoras discográfiicas. Outras apostas são mais rentáveis, monetariamente, acredito! Há dias fui até ao sótão encontrei o baú do meu avô. Vasculhei! Encontrei algumas pérolas. Uma é esta: a primeira gravação ao vivo de Jacques Brel. Foi no Olympia, em 1961. O album foi lançado no ano seguinte. Como já caiu em domínio público, não dá dinheiro, calculo! Os outros não passam, mas passa aqui, onde se aprecia a boa música. Jacques Brel não é esquecivel para quem o ouve. Como são de recordar com grande satisfação temas como Le prénoms de Paris, Les bourgeois, La valse à milletemps ou Ne me quitte pas. Cerca de 50 minutos que vale a pena ouvir!
Kambinha A. OUÇA A EMISSÃO (clique aqui)

"O bochechas": Dizzy Gillespie

O consagrado trompetista norte-americano, Dizzy Gillespie passou em 1957 pelo Festival de Jazz de Newport.   Esse momento está registado num álbum gravado ao vivo com a sua Big Band. Ao longo de uma hora viajámos pelas tríades sobrepostas ou não fosse Dizzy Gillespie, um dos pais do Bebop e do Modern Jazz. Importa sublinhar Dizzy influenciou trompetistas como Miles Davis, Arturo Sandoval e Lee Morgan. Durante a performance no Festival de Newport, Dizzy Gillespie interpreta composições como" Doodlin " de Horace Silver," School Days" de Gus Edwards e " I Remember Clifford " de Benny Golson, num registo intimista sem deixar de ser intenso e percursivo.
Kambinha A.
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O cabo-verdiano do jazz: Horace Silver Live at Newport 1958

Uma viagem durante uma hora com o pianista norte-americano de ascendência cabo-verdiana, Horace Silver. Trata-se de um momento único do músico, compositor e produtor como "Bandleader". Com uma formação em quinteto sem trompetista o Donald Byrd, substituído por Louis Smith, mas com Junior Cook e Louis Hayes, Horace Silver recria o conceito " Gumbo", na gíria "guisado", acentuando harmonias de fusão. No album viajamos pela brisa de verão e pelo amor em "Cool Eyes", na peça "Senõr Blues" Horace Silver homenageia as vozes que foram referência dos Blues nos anos 40 e 50, já em "The Outlaw", o pianista recorda Peter Both, um cartonista negro natural de Nova Orleães que pintava sobre a segregação racial no sul da América e foi preso por fazê-lo. 
Kambinha A.


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Ray Charles: um génio da música

Cegou aos sete anos, mas a deficiência visual não o impediu de se tornar num dos mais brilhantes cantores e músicos americanos e de renome mundial. Ray Charles foi pianista, pioneiro e cantor de música soul, blues e jazz. Resolveu encurtar o nome de baptismo, Ray Charles Robinson, para não se confundir com o pugilista Sugar Ray Robinson. Órfão ainda na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40, mas depressa, influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R&B. Muito mais havia a dizer de Ray Charles, que foi eleito pela Rolling Stone o segundo maior cantor de todos os tempos e o décimo maior artista da música de todos os tempos. Mas vamos somente sugerir-lhe um concerto. Em Newport, em 1958, no dia 5 de Julho. Uma gravação com pouco mais de meia hora de música imperdível.  Kambinha A.
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Uma pérola do Gospel: Mahalia Jackson

Uma pérola negra. Mahalia Jackson cresceu na seção de Black Pearl no bairro de Carrollton na parte alta da cidade de Nova Orleães. A morte da mãe quano tinha cinco anos. Fez com que fosse educada por uma tia. Iniciou-se na música a cantar na Igreja Baptista, e gravou o seu primeiro disco em 1937, com 26 anos, mas o suceso só se registou passados dez anos com a gravação de “Move On Up A Little Higher", que vendeu 8 milhões de cópias, esgotando em todas as lojas. A música entrou para o Hall da Fama dos prémios Grammy em 1998 Em 1950 tornou-se primeira cantora Gospel a cantar no Carnegie Hall de Nova Iorque. Também foi a primeira cantora Gospel a cantar no consagrado festival The Newport Jazz Festival (em 1958 e 1959). É a gravação ao vivo neste festival, em 1958, que propomos aqui na sua EU.
Kambinha A.

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O "padrinho" das bandas sonoras: Nino Rota

Nasceu em Milão no seio de uma família de músicos, mas foi o cinema que lhe deu notoriedade como compositor. Fez a música de filmes realizados por grandes mestres da sétima arte, como sejam o caso de Federico Fellini, Luchino Visconti, Francis Ford Coppola ou Franco Zeffirelli. Estamos a falar do compositor Nino Rota. Mas o cinema não foi um exclusivo da sua música. Além das suas composições juvenis, deixou óperas, e músicas para ballets e para várias produções teatrais. Propomos aqui um trabalho marcante: a banda sonora original de Rocco e seus irmãos (Rocco i suoi fratelli), obra grande de Visconti, onde a marca da sua excelente música logo desde o início do filme extasia o espectador pela sua qualidade. Propomos-lhe aqui, no disco de 1961.

Kambinha A.
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Águas lamacentas: o chefe dos Chicago blues

Muddy Waters (Águas lamacentas, alcunha que lhe atribuíram em criança por costumar brincar nas margens de um rio no Mississipi)  começou por tocar gaita aos 13 anos, mas a guitarra celebrizou-o.  A sua técnica tinha como característica o uso da braçadeira na guitarra. Possuía uma voz excepecional que tirava proveito das secções vocal e rítmica das suas bandas, apoiado por excelentes músicos. Rapidamente se tornou a figura mais famosa dos Chicago Blues. As gravações do final da década de 50, marcaram o seu melhor período. Em novembro de 1960, foi lançado o album com a gravação ao vivo, cerca de cinco meses antes, em Julho, no Newport Jazz Festival. Esta a proposta da EU...


Kambinha A.
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Ella Fitzgerald: a raínha do jazz

Ao longo de uma hora percorremos composições de dois emblemáticos álbuns de Ella Fitzgerald."Lullabies Of Birdland" editado em 1954 e "Ella Wishes You a Swinging Christmas" de 1960.
São dois momentos históricos que nos permitem ouvir não apenas a voz da "Queen of Jazz" ou "Lady Ella" como era conhecida mundialmente, mas também a alma, e as harmonias de uma das referências da história do Jazz à escala global. Ella Fitzgerald incorpora o espírito da quadra natalícia em canções como Good Morning Blues, White Christmas e Winter Wonderland , todas arranjadas pela Count Basie Orchestra e transporta-nos para a dureza do trabalho forçado nas plantações de algodão durante a escravatura em composições como Basin Street Blues ou Flyng Home, já em Angel Eyes está bem patente o arranjo do amigo e fã Louis Armstrong.
Sobre Ella Fitzgerald importa sublinhar que se fosse viva completaria cem anos de idade no passado dia 25 de Abril, por sinal o dia da revolução do…